Arte e Cultura

Artesanato feito com carnaúba resgata identidade cultural de comunidades no interior do Ceará

A iniciativa é liderada por AMA uma água mineral cujo lucro é 100% destinado a projetos de acesso à água potável

Um projeto liderado por AMA em parceria com o Museu A Casa está resgatando a identidade cultural de comunidades rurais no interior do Ceará. A ideia depois que os moradores das comunidades conquistaram acesso a um recurso essencial e escasso na região: a água. AMA é uma marca de água mineral da Cervejaria Ambev, cujo lucro é integralmente destinado a projetos de acesso à água potável. Com esta necessidade básica atendida, a marca identificou uma oportunidade para desenvolver ainda mais as comunidades e, para isso, chamou o Museu A Casa – que se dedica a valorizar a produção artesanal, através de projetos de inovação, que levam em conta o artesanato e o design, além de geração de renda.

O projeto teve início em 2018 e resgata uma atividade que estava se perdendo nas comunidades: o artesanato com palha de Carnaúba. Esta é uma matéria-prima abundante no estado, utilizada para diversos fins e cuja extração é feita de forma sustentável, sem prejuízos ao meio ambiente. “Começamos a iniciativa depois que os primeiros sistemas de abastecimento de água foram instalados, nas comunidades de Sítio Caiçara e Sítio Volta, no interior do Ceará”, explica Mariana Bazzoni, gerente de sustentabilidade da Cervejaria Ambev. “Os projetos financiados por AMA são pensados para dar a autonomia às comunidades, que são treinadas para cuidar dos sistemas de abastecimento e garantir sua longevidade. O projeto de resgate do artesanato local segue o mesmo raciocínio: desenvolve uma atividade que vai movimentar a economia local à longo prazo.”

A Árvore da Vida

A Carnaúba é um material amplamente utilizado no Ceará e é reconhecido por sua sustentabilidade: todas as partes da árvore podem ser utilizadas, sendo que os trabalhadores cuidam para extrair os insumos sem danificá-la. Tradicionalmente, as comunidades locais usam o material para fazer itens como linhas, cercas, barcos, alimento de gado e da cabra, além de artesanato e de cera – muito utilizada pela indústria automobilística e de cosméticos. Justamente por isso, a Carnaúba é conhecida na região como a “Árvore da Vida”. De julho a dezembro, todo ano, ela gera 80 mil empregos no Ceará. Trata-se, portanto, da matéria-prima ideal para o projeto de artesanato.

Revitalização do artesanato cearense

Desde o princípio, o trabalho desenvolvido pela equipe do Museu A Casa teve como principal objetivo revitalizar o artesanato já existente na região. O técnico em trançado, Juão de Fibra, detectou que muitas técnicas tinham quase desaparecido: “muitas artesãs haviam parado de trançar há anos. A atividade estava em risco de extinção por falta de repasse aos mais jovens. Além disso, a ausência de um comércio justo, que valorizasse o artesanato, acabou pesando para o seu declínio. Por isso nosso trabalho foi tão especial: ele envolveu um esforço para resgatar a cultura local”, explica Juão.

O processo envolveu uma troca de conhecimentos entre o técnico Juão, a designer Liana Bloisi e as artesãs, que trançavam utilizando ponto aberto e ponto fechado. A técnica é passada de mãe para filha há muitas gerações e, provavelmente, foi aprendida com indígenas. Juão também introduziu algumas técnicas de trançado novas, como a trança grega – que foi inspirada no desenho das casas locais.

“Em Sítio Volta e Caiçara, o artesanato estava restrito apenas a chapéus, vassouras, abanos e esteiras – objetos utilitários, vendidos a preço baixo. Famílias inteiras produziam essas peças em grande quantidade, enchendo com eles cômodos de suas casas. O artesanato era rústico e sem preocupação com acabamento, o que gerava pouco rendimento”, explica Renata Mellão, diretora do Museu A Casa. A equipe do Museu e os designers que o Museu A Casa chamou para participarem do projeto, trabalharam na criação de peças com designs exclusivos, que mesclam a tradição local com inovação. Foram desenvolvidos diversos itens como bolsas, sacolas, chapéus, colares, carteiras e, inclusive, peças de mobiliário. Os designers inseriram referências modernas no artesanato tradicional, utilizando tonalidades diferentes, tecidos, bordados e assim por diante.

Tingimento sem desperdício de água

Poucas artesãs conheciam o tingimento ou, se já o haviam utilizaram no passado, esqueceram como era feito. Dessa forma, a equipe do Museu A Casa desenvolveu um trabalho para resgatar a prática. Inicialmente, a intenção era trabalhar com o tingimento natural. Isso foi descartado porque a concentração de cera nas folhas de carnaúba impede a penetração do pigmento. Foi, então, aplicada a anilina. O processo de tingimento introduzido pelos técnicos é chamado de “panelão” e o insumo usado para fixar as cores é o sal. Em todo o processo, a água é um recurso essencial, mas nunca desperdiçado: o “panelão” consiste, justamente, em uma enorme panela na qual as folhas da Carnaúba são mergulhadas, para o tingimento. Graças ao sal, a mesma água pode ser utilizada para a confecção de peças das mais variadas cores.

Capacitação das artesãs

Além dos cursos de trançado, foram ministradas aulas de gestão em pequenos negócios, justamente para capacitar as artesãs e garantir que a atividade tivesse longevidade na comunidade. O projeto culminou, ainda, em uma exposição feita no final de 2018, dentro do Museu A Casa do objeto brasileiro, em São Paulo. Na ocasião, duas artesãs, as irmãs Ana Claudia e Claudiane, viajaram à capital paulista para representar seu grupo na inauguração do evento – que foi aberto ao público e pôde mostrar o trabalho do grupo delas a consumidores até então muito distantes. A partir da exposição “A CASA AMA Carnaúba”, as artesãs conquistaram ainda mais espaço em lojas de diferentes estados, além de oportunidades para projetos especiais, em parceria com clientes corporativos.

“É um projeto com cinco pilares: cultural, social, sustentável, econômico e psicológico”, afirma Mellão. “Trata-se de uma iniciativa que entende a cadeia produtiva e trabalha a favor do desenvolvimento individual e coletivo. Após um primeiro diagnóstico do núcleo de artesanato, são identificadas características das peças produzidas, habilidades e relatos individuais, lideranças nos grupos, necessidade de resgatar técnicas tradicionais ou introduzir outras novas, além de pontos a serem aprimorados. O resultado é a valorização do objeto artesanal contemporâneo.”

“O trabalho feito com as artesãs foi benéfico em muitos sentidos, porque melhorou também a autoestima delas. Algumas chegaram a confessar que tinham perdido a vontade de fazer artesanato, deixando de trançar há mais de 20 anos. Vimos como o acesso à água as deixou livres para retomar a atividade”, afirma Bazzoni. “É comum, no semiárido, as pessoas gastarem até seis horas, todo dia, para buscar água em comunidades vizinhas. O tempo economizado por essas mulheres, que se viram literalmente livres do peso de carregar diariamente baldes com água, permitiu que elas se dedicassem a uma atividade complementar, que ajuda a comunidade como um todo”, conclui a executiva da Cervejaria Ambev.

Quer ajudar?

Compre AMA e ajuda ajude a apoiar o desenvolvimento de projetos como esse! A marca está à venda no site www.emporio.com/ama, para todo o Brasil, e em redes de supermercados, bares e restaurantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, Pernambuco e no Distrito Federal.

O artesanato confeccionado nas comunidades de Sítio Volta e Sítio Caiçara está à venda no Museu A Casa, na Av. Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros, São Paulo. Aberto de terça à domingo, das 11h às 19h.

Contatos:

evento@acasa.org.br / acasa@acasa.org.br

Tel. 55 11 3814-9711 / 3097-8840

Whatsapp: 55 11 94233-8319

www.acasa.org.br

Sobre AMA

AMA é parte do sonho da Cervejaria Ambev de unir as pessoas por um mundo melhor. No fim de 2015, o time de sustentabilidade da Ambev deu início à busca por um novo projeto para expandir seus programas de preservação e uso consciente de água. Depois de reunir diversas áreas da empresa e fazer uma parceria com o Yunus Corporate Action Tank, promovido pela Yunus Negócios Sociais, que estimula as empresas a pensarem em negócios que já nascem para resolver um problema social, surgiu a ideia de criar uma água engarrafada que tivesse 100% dos lucros investidos no acesso à água potável.

Com o lançamento da AMA em março de 2017, a cervejaria contribui para que o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU seja concretizado: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. De forma totalmente transparente, todas as etapas do projeto AMA são apresentados por meio de uma plataforma digital (www.aguaama.com.br) com todas as informações do produto, prestação de contas periódicas sobre o lucro obtido com as vendas, investimentos e andamento de cada projeto.

Jernalista: Karin Barros

Artesanato feito com carnaúba
Foto Divulgação

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Rosilene Bejarano

Rosilene Bejarano,nascida em Corumba Ms Digital Influencer, blogueira revista eletrônica Coisas Do Sul, assino para as revistas Egonoticias de Balneário Camboriú, Top Society de Lages, Lithoral News de Itajaí. Palestrante com o tema (Estrutura familiar e mulheres na politica) recebi o titulo de Embaixadora da Paz em 2018, atualmente resido em Joinville Santa Catarina, cursando marketing digital,formada em Hotelaria e excelência em atendimento, sou a Vice presidente da Abramecom (Associação Brasileira de Colunistas Sociais e de Mídia Eletrônica) Recebi o premio internacional de imprensa empreendedora Dr Rey 2017. Premio destaque de Mídia Eletrônica SC da Revista Lithoral News, Premio destaque imprensa revelação SC.

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