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Arte e Cultura

 D’Arc Dark recebe no Teatro Sérgio Cardoso em janeiro

D’arc Dark de Dinah Perry e Jorge Garcia

D’Arc  Dark, concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, tem apresentações no Teatro Sérgio Cardoso (Sala Paschoal Carlos Magno), nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro (quarta e quinta, às 20h).

D’arc – Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada. São coreografias distintas que mostram os diferentes olhares dos coreógrafos para um mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração criativa: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.

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D’arc Dark (cena de Dark) -foto de William Mazzar
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D’arc Dark de Dinah Perry e Jorge Garcia – Divulgação
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D’arc – Dark de Dinah Perry e Jorge Garcia – Divulgação

 

 

 

 

 

 

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D’Arc, por Dinah Perry -Júlia Cavalcante -foto de Silvia Machado

A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz à penumbra da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Os corpos são manipulados em cena com varetas de madeira, enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas – Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (somente em D’arc).

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Dark, por Jorge Garcia -Ana Carolina Barreto -foto de Silvia Machado
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Dark, por Jorge Garcia -Paula Miessa -foto de Silvia Machado

Ficha técnica

Criadores/coreógrafos: Dinah Perry e Jorge Garcia

Elenco: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão e Paula Miessa.

Iluminação: Ari Buccioni

Produção executiva: William Mazzar

Serviço

Espetáculo/dança: D’arc – Dark

Dias: 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Quarta e quinta, às 20h

Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo/SP. Tel: (+55 11) 5061-1132

Ingressos: R$ 30,00 (meia R$ 15,00). Bilheteria: (+55 11) 3288-0136

Duração: 60 min. Classificação: Livre. Capacidade: 144 lugares

Ar condicionado. Acessibilidade. www.teatrosergiocardoso.org.br

Ingressos antecipados: https://www.ingressorapido.com.br/

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Rodolfo Bracali

Nascido na Argentina, Rodolfo Bracali mora no Brasil a 17 anos, é Jornalista Digital. Atualmente seu interesse principal é a Notícia, especializado em Assessoria Gastronômica e Webdesign.

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