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Livro indica sete caminhos para sair da indiferença e fazer algo pela sociedade

De autoria do consultor e palestrante em desenvolvimento socioambiental, Celso Grecco, "A decisão de que o mundo precisa" mostra que a busca da satisfação pessoal passa pela busca da satisfação coletiva

Livro indica sete caminhos para sair da indiferença e fazer algo pela sociedade.

A angústia e o sentimento de solidão que atingem um número cada vez maior de pessoas em todo mundo não é apenas um problema individual, mas social. Dizem respeito à necessidade biológica do ser humano de se relacionar com seus pares e à incapacidade atual de agir além do próprio ego.

No livro “A decisão de que o mundo precisa – 7 caminhos para você sair da indiferença e fazer algo para o futuro da sociedade”, o consultor e palestrante em desenvolvimento socioambiental, Celso Grecco, mostra que não é de muito valia ser alguém bem-sucedido em um mundo doente e que a busca da satisfação pessoal deve passar pela busca da satisfação coletiva, ou seja, pela melhoria da vida em sociedade.

Publicado pela Editora Gente, o livro, de 191 páginas, possui 13 capítulos. Nos quatro primeiros o autor apresenta a questão sobre a qual se debruçará, abordando a tendência ao individualismo na atualidade, mas esboçando saídas que passam pela conscientização da interdependência entre os seres humanos e de que somente por meio da ação, repleta de boas intenções, é possível mudar o cenário (sombrio) atual e futuro do mundo. Nestes capítulos são abordados os conceitos de “inteligência espiritual”, “ética” e “lucro social”, tão caros ao autor.

Nos sete capítulos subsequentes, Grecco sugere maneiras de colocar em prática as ações que podem transformar a sociedade. Nos dois últimos capítulos, o autor faz um breve balanço do livro e um último apelo para que, independentemente de recursos financeiros, as pessoas pensem e ajam em vista da coletividade, tendo em mente que cada pequena ação conta bastante.

Intitulado “Eu sou nós. Nós somos eu”, o primeiro capítulo do livro inicia traçando um paralelo entre a vida biológica e a vida em sociedade. Grecco diz que, ao contrário do organismo, que se vale da “inteligência coletiva” para se autorregular e não entrar em colapso, a sociedade é levada a crer em saídas individuais para resolver problemas que afetam a todos. Conforme o autor, uma geração de pessoas que é impulsionada a pensar apenas em si própria exercita cada vez menos a empatia. Nesse sentido, o autor lança mão do conceito de inteligência espiritual, entendido por ele como: “capacidade de termos um sentimento do mundo e fazermos algo a respeito”.

Uma das maneiras encontradas por Grecco para desenvolvermos uma sociedade menos individualista, apática, adepta à lei do mais forte como única saída para os conflitos, é a construção de uma “ética para o novo milênio”, título do segundo capítulo do livro. Conforme o autor, essa ética é mais do que passar o dia sem adotar nenhum comportamento reprovável. “Não construíremos uma sociedade mais justa, nem teremos a segurança de um futuro promissor, apenas evitando o errado. É necessário buscar ativamente o certo”, afirma.

Segundo Grecco, há pelo menos três aspectos da vida em que é possível expressar ativamente a ética desse novo milênio: na relação com o planeta, pelos princípios de sustentabilidade; na relação com os outros, por meio da empatia; e com nós mesmos, através da consciência.

Refletindo a respeito dos seus 20 anos de experiência no setor social, Grecco chegou a conclusão de que a tarefa de encontrar soluções para as mazelas do mundo não é feita por “super-heróis” ou “anjos”, por mais que estes assim possam parecer aos demais. É feita por pessoas comuns e, dessa forma, pode ser realizada por qualquer um.

Este é um dos temas abordados pelo autor no terceiro capítulo, intitulado “O Caçador de Anjos”. Nele, Grecco elabora uma proposta ao leitor: a de ajudá-lo a espalhar a ideia de inteligência espiritual e dessa nova ética, sendo a luz e o farol dessa proposta. O autor apresenta ainda o conceito de lucro social, compreendido como um tipo diferente de retorno de um investimento: uma satisfação pessoal por “uma sociedade mais justa e com mais oportunidade a todos”.

No quarto capítulo, nomeado “Somos aquilo que despertamos em nós mesmos”, Grecco destaca a relevância de as pessoas buscarem uma nova pedagogia de vida, que ensine a acessar outro mundo, mais colaborativo. Isso para combater a noção de que, na atualidade, as redes sociais são as causas para que fenômenos como racismo e homofobia, por exemplo, ganhem força e adesão. Para o autor, esses canais de comunicação não criam o mal nas pessoas, mas apenas transmitem o que já existe de algum modo na sociedade.

É preciso, então, mudar o conteúdo. “Esta é a proposta do livro: despertar algo de bom em você; criar um movimento que seja o contraponto a essa sensação esquisita de estarmos vivendo tempos estranhos”, diz.

Os sete caminhos

A primeira sugestão de Grecco, para ser e estar no mundo de um jeito diferente, é “Escolha sua causa pessoal”. Conforme o autor, uma maneira simples de aderir a uma causa social é através de sua profissão ou experiência de vida. “O que você sabe fazer? Trabalha onde? Com o quê?”, diz um dos intertítulos do livro. Grecco salienta que há diversas associações, ONGs, cooperativas, núcleos sociais que não precisam só de dinheiro. “Precisam de pessoas que articulem soluções, que possam prover serviços e auxílios que essas entidades simplesmente não acessam, inclusive por falta de dinheiro”, afirma.

Para que o primeiro passo seja dado, Grecco destaca que as pessoas podem dedicar apenas um 1% de seus recursos (financeiros, de tempo etc.) às causas que decidirem apoiar. “Poderia ser mais, mas já é um começo”, declara. De acordo com o autor, é melhor começar assim e aumentar o investimento aos poucos do que se comprometer com mais do que pode efetivamente entregar e acabar por desistir no meio do caminho.

O terceiro passo para sair da indiferença também é simples e não exige muito esforço. Trata-se de sobreviver à insensibilidade, transformando a indignação – com a violência, corrupção e miséria que assola o mundo – em dignidade. “Só fazemos isso por meio do exemplo, do ato, do movimento. Dignidade é exercício cotidiano. É da boca para fora e isso requer mãos, braços, pernas e atitudes corretas”, declara o autor.

“Ganhe dinheiro fazendo o bem” é o quarto caminho sugerido por Grecco. Neste capítulo, o autor aborda o “negócio social”: investidores e grandes filantropos que decidem separar uma parte do dinheiro para investir em negócios com lógica de mercado e social ao mesmo tempo. “Dessa maneira resolvem problemas com mais capacidade do que, muitas vezes, uma ONG faria”, explica. Conforme Grecco, são empresas que visam acima de tudo o lucro social.

A quinta sugestão do autor é “Use o poder do seu dinheiro”. Grecco discorre a respeito da necessidade de repensar os padrões de consumo vigentes para não exaurir os recursos do planeta. Nesse sentido, além de consumir menos, uma maneira de se engajar em uma causa é consumir de empresas que são geridas com preocupações ambientais e sociais.

Segundo Grecco, marcas e corporações buscam a todo momento adequar seus produtos e serviços ao gosto do consumidor, para que suas vendas e consequentemente seus lucros não diminuam. “O seu dinheiro é um poderoso instrumento. Escolha consumir com causa”, recomenda.

Mais uma atitude prosaica, tomada em âmbito particular, mas que pode fazer bastante diferença na esfera coletiva, é optar por trabalhar em empresas com propósito ou empreender com propósito, entendendo isso como ter objetivos que vão além do tradicional “gerar lucro”. Não que o lucro, conforme Grecco, não seja sempre necessário para preservar a existência das empresas e dos empregos. “Mas cada vez que o lucro vier junto com outros valores, como respeito, cidadania, responsabilidade socioambiental, ele será também lucro social”, afirma.

O sétimo e último caminho apresentando por Grecco diz respeito ao poder do pequeno e despretensioso gesto como instrumento de reverberação de transformação social “Tudo bem se você fizer algo sozinho e se esse algo for pequeno ou pouco. Ainda assim, se algo lhe tocar a alma, seja plantar uma árvore, costurar uma roupa para doar (pode ser a sua) ou se você se sentir capaz de mobilizar os outros para alguma questão pontual, faça”, sugere.

No penúltimo capítulo, passando a limpo todos os caminhos sugeridos até então, Grecco reconhece que talvez sua obra possa não interessar ao leitor munido de outras crenças. Faz então uma derradeira solicitação: que ele passe o livro para a frente, a fim de que outras pessoas tenham a oportunidade de serem tocadas pelos assuntos abordados no texto. “Mesmo não fazendo nada, ao simplesmente passar esse livro para alguém, você já terá feito a sua parte”, diz.

Ao despedir-se do leitor, no último capítulo da obra, Grecco apresenta um brevíssimo resumo do que se trata o seu livro. “A decisão que o mundo precisa é esta: quem puder, saia de sua bolha, do isolamento, deixe de ser espectador do que está ruim e faça algo. Sem ser especial, sem ser super-herói, sem ser milionário”, conclui.

Sobre o autor

Atuando há vinte anos como consultor e palestrante em desenvolvimento socioambiental, Celso Grecco é Fellow Ashoka, Sênior Fellow Synergos e coautor do livro “Financing the Future: Innovative Funding Mechanisms at Work” (Editora Terra Media, Berlim, 2007).

Criador da primeira Bolsa de Valores Sociais (BVS) do mundo em 2003 para a então Bovespa (hoje B3) no Brasil, adotada como estudo de caso e recomendada para as demais Bolsas de Valores do mundo pela ONU.

Em 2008, recebeu o prêmio Vision Awards em Berlim entregue pelo ganhador do Prêmio Nobel da Paz, o Professor Muhammad Yunus, e, em dezembro do mesmo ano, foi homenageado na ONU em Nova York. Citado no livro “Empreendedores sociais: o exemplo incomum das pessoas que estão transformando o mundo” (Editora Campus, 2009) teve também o perfil retratado nas revistas Newsweek (Estados Unidos) e Der Spiegel (Alemanha).

Atuou como consultor de branding para o Charity Bank, primeiro banco sem fins lucrativos do mundo, com sede na Inglaterra. Em 2015, foi um dos finalistas, na China, do Prêmio Olga Alexeeva, outorgado pela Alliance Magazine da Inglaterra, que reconhece pessoas com contribuições relevantes ao setor social de países em desenvolvimento.

A decisão de que o mundo precisa

Subtítulo: 7 Caminhos para você sair da indiferença e fazer algo pelo futuro da nossa sociedade

ISBN: 9788545203308

Formato: 16×23

Páginas: 192

Autor: Celso Grecco

Gênero: Negócios, Inovação Social

Patrícia Jimenes
patricia@jimenescomunicacao.com.br

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Rosilene Bejarano

Rosilene Bejarano,nascida em Corumba Ms Digital Influencer, blogueira revista eletrônica Coisas Do Sul, assino para as revistas Egonoticias de Balneário Camboriú, Top Society de Lages, Lithoral News de Itajaí. Palestrante com o tema (Estrutura familiar e mulheres na politica) recebi o titulo de Embaixadora da Paz em 2018, atualmente resido em Joinville Santa Catarina, cursando marketing digital,formada em Hotelaria e excelência em atendimento, sou a Vice presidente da Abramecom (Associação Brasileira de Colunistas Sociais e de Mídia Eletrônica) Recebi o premio internacional de imprensa empreendedora Dr Rey 2017. Premio destaque de Mídia Eletrônica SC da Revista Lithoral News, Premio destaque imprensa revelação SC.

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