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Ex-integrante do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo pede demissão

O tenor Marcio Valle irá investir em carreira solo

Ex-integrante do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, onde trabalhou por 23 anos, pede demissão para investir em carreira solo

Coragem de mudar o confortável e atitude para encarar um novo momento na carreira aos 70 anos é para poucos. O artista que atua no segmento erudito sonha em ter estabilidade, mantendo sua carreira com as belas oportunidades que esse trabalho permite. Mas, isso já não era o bastante para o tenor Marcio Valle. Ele foi, por 23 anos, integrante do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, com carteira assinada. Resolveu pedir demissão em 2018. Motivo: atuar como cantor solo, violão e voz, com um repertório requintado de Modinhas e Canções Brasileiras do século XIX e XX.

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Marcio Valle – Foto Divulgação

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“Minha carreira no canto erudito foi de vital importância para meu desenvolvimento artístico e musical. Adquiri uma experiência fabulosa e tive a honra de conhecer e atuar com músicos, diretores de teatro, compositores e maestros importantes no cenário nacional e internacional. Entre eles nomes como Diogo Pacheco, EmÍlio de César, Isaac Karabtchevsky e Eliezer de Carvalho. Cantei ainda sob a regência de Ênio Morricone, lenda do cinema internacional que compôs obras inesquecíveis como a trilha do filme Cinema Paradiso. Nesses anos todos fiz inúmeras apresentações como solista, mas, ultimamente, sempre ouvia minha voz mixada com a de outros cantores. Isso faz com que a gente perca a referência da personalidade da nossa voz. Por isso resolvi resgatá-la num projeto pelo qual sou apaixonado que é cantar Modinhas e canções brasileiras de séculos passados. São obras primorosas em harmonia, composição e arranjo”, conta o tenor.

Tendo participado de muitos musicais, óperas, operetas, cantatas, missas, oratórios, poemas vocais sinfônicos e outros, Marcio Valle sabe que sua experiência o chancela a mudar de rumo, porque não, a essa altura da carreira. Para ele, conseguir viabilizar shows como solista e com repertório de Modinhas, é um sonho que traz consigo desde que percebeu que sua voz é feita sob medida para esse tipo de composição. Ele está ávido por concretizar este projeto. Principalmente porque o canto é sua escolha como artista – de vida e de trabalho. Mas nem sempre foi assim.

O menino que passou a infância entre o sertão de Minas Gerais e a capital mineira onde nasceu na década de 40, numa família de 15 irmãos, talvez jamais imaginaria que, por cantar em dueto com o pai pastor e organista na Igreja Batista tradicional, quando ainda vestia calças curtas, optaria pelo canto lírico como carreira. Tanto não acreditou que trabalhou primeiro como discotecário na Rádio Nacional de Brasília. Foi só aos 32 anos, incentivado pelos amigos, que resolveu estudar canto, Oboé e teoria musical na Escola de Música de Brasília.  Formou, então, um Octeto vocal masculino com amigos na igreja que frequentava. Dali veio sua particular competência de cantar em grupo.

Arriscando-se, saiu de Brasília em 1994 para participar de um concurso para ingressar no Coral Sinfônico do Estado de São Paulo, enfrentando fortes concorrentes. Valeu a ousadia. No ano seguinte estava contratado. Desde então, participou de inúmeros projetos. Por um ano foi integrante do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo e de 1995 a 2018, concursado, passou a integrar o Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo. Atuou em todas as temporadas líricas deste teatro até maio de 2018.

Agora seu encontro será com Antônio José da Silva, Chiquinha Gonzaga, Carlos Gomes, Ernesto Nazareth, Mario de Andrade e muitos outros compositores brasileiros que serão relembrados e homenageados pela interpretação apaixonada desse brasileiro, mineiro, sertanista e dono de uma voz particular.

Um dos projetos que o músico pretende emplacar tem o apelo de rememorar as canções de séculos passados, que eram ouvidas na antiga morada do império, sede do Museu Nacional, destruído por incêndios. O show “Modinhas e Canções Brasileiras do Século XIX e XX”, traz cerca de 15 canções entre elas, Modinha de Villa Lobos; Madrigal, de Manuel Bandeira/Jose Siqueira; A Chama Clara de Capiba, entre outras. Apresentado em projetos de leis de incentivo, esse show pode ser contratado diretamente com o cantor pelo e-mail valletenor@gmail.com  ou pelo telefone 11 96565.7400.

 

Fonte: Mara Ribeiro

 

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Lourdes Castro

Nascida em São Paulo, Capital - SP, Brasil, Formada em Comunicação Social pelas Fiam- Faculdades Integradas Alcântara Machado, Pós Graduada em Administração de Marketing pela Fecap, Especialização em Assessoria de Imprensa pelo Senac. Jornalista, Assessora de Imprensa e Produtora do Programa Fama & Destaque da Apresentadora Viviane Alves, pela TV Guarulhos. MTB 15521

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