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ENTRETENIMENTO

Filme sobre Wilson Simonal reabre o caso do cantor expelido de cena em 1971

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Culpado ou inocente? É bem possível que Wilson Simonal (23 de fevereiro 1938 – 25 de junho 2000) vá postumamente ao implacável júri popular das redes sociais.
Com exibição marcada para a noite de hoje, 20 de agosto, na 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o filme Simonal (Globo Filmes / Forte Filmes / Pontos de Fuga) reabre o caso desse excepcional cantor carioca que foi do céu ao inferno a partir de agosto de 1971, acusado de ser informante do Departamento de Ordem Política e Social, o (im)popular Dops, o órgão repressor do regime militar instaurado no Brasil em 1964).
As acusações nunca foram (com)provadas. Mas Simonal foi condenado pela classe artística e pela opinião pública, embora o único fato supostamente concreto é o de que o cantor teria mandado agentes do Dops dar uma dura no contador da firma do artista, Raphael Viviani, sob a alegação de ter sofrido desfalque na empresa.
Simonal, o filme, é longa-metragem de ficção dirigido pelo cineasta Leonardo Gonçalves, com roteiro de Geraldo Carneiro, que começa a entrar em cena em 2018 – ano em que Simonal teria feito 80 anos de vida – com o ator Fabrício Boliveira na pele do cantor.
O ator Fabrício Boliveira no filme ‘Simonal’
Divulgação / Paprica Fotografia
Não é a primeira vez que a vida folhetinesca de vida de Simonal dá filme. Há dez anos, em 2008, o elucidativo documentário Simonal – Ninguém sabe o duro que dei (Globo Filmes) começou a ser exibido em festivais, recontando a história sem absolver o artista, mas tampouco sem condená-lo.
O fato é que Simonal – cantor cheio de suingue que virou popstar nacional na segunda metade da década de 1960, rivalizando com o reinado de Roberto Carlos – foi declarado culpado pela mídia da época e amargou ostracismo a partir de 1972. Não deixou de gravar álbuns quase anuais na década de 1970, mas os discos foram lançados sem repercussão.
Excluído do meio artístico, Simonal viveu como se estivesse morto até 2000, ano em que efetivamente saiu de cena. Pagou preço alto tanto pela notória arrogância quanto pelo justificado orgulho de ser o primeiro popstar negro do universo pop brasileiro.
Antes do inferno, Simonal habitou o olimpo dos deuses da música. Caindo no suingue como nenhum outro cantor até então tinha caído, o cantor esbanjou charme e talento ao fazer dueto com a cantora norte-americana Sarah Vaughan (1924 – 1990) – na canção The shadow of your smile (Johnny Mandel e Paul Francis Webster, 1965), em número exibido em setembro de 1970 em programa exibido pela extinta TV Tupi – e ao incendiar e reger o público que tinha ido ao estádio carioca Maracanãzinho (RJ), em agosto de 1969, para ver apresentação do pianista fluminense Sergio Mendes, o ofuscado astro principal da noite.
Simonal foi Deus na música brasileira, mas foi condenado ao inferno sem provas suficientes em julgamento que ainda provoca debates acalorados sempre que o caso entra em discussão. Culpado ou inocente? Somente ele sabe e somente ele sabe o duro que deu…

Editoria de Arte / G1
Fonte: http://g1.globo.com/dynamo/pop-arte/rss2.xml

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Marcos Morrone

Nascido em São Paulo Capital: Fotógrafo Profissional e Produtor Musical. CEO do Grupo Morrone Comunicações Ltda.

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