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ENTRETENIMENTO

Ilya Khrzhanovsky, artista russo, gera polêmica na Alemanha ao propor novo Muro de Berlim

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A partir de 12 de outubro, dois quarteirões do centro da capital alemã devem ser fechados para o projeto DAU, onde visitantes lembrarão do clima do regime totalitarista. Ilya Khrzhanovsky
Reprodução/Facebook
Um projeto artístico que promete reconstruir o Muro de Berlim está dando o que falar. Entre outubro e novembro, dois quarteirões no centro da capital alemã devem ser fechados por um grande muro de concreto igual a construção que separou a cidade durante décadas. Dentro do espaço, os visitantes poderão reviver um clima de ditadura. Até agora foram revelados poucos detalhes sobre a ideia. O projeto, que dias atrás ainda era segredo, se chama Dau e é de autoria do cineasta russo Ilya Khrzhanovsky. Mais informações devem ser divulgadas oficialmente na semana que vem.
A partir de 12 de outubro dois quarteirões do centro da capital alemã devem ser fechados por um novo Muro de Berlim. A área funcionará como uma espécie de parque de diversões, onde os visitantes terão que pagar ingresso para entrar e, dentro dele, verão performances, shows de música e outros tipos de espetáculos e viverão experiências que lembram o clima de um regime totalitarista. Isso tudo vai acontecer durante quase um mês. Em 9 de novembro, dia da queda do Muro de Berlim, a construção deve ser demolida num espetáculo que imitará o evento da abertura do Muro.
Reality-show polêmico na Ucrânia
Durante o evento berlinense, será exibida pela primeira vez a série de filmes e vídeos produzidos, no estilo Big Brother, pelo autor do projeto, o cineasta russo Ilya Khrzhanovsky, de 43 anos. Ele fez na Ucrânia uma espécie de reality-show entre 2008 e 2011 em uma grande cidade cenográfica incluindo um prédio reproduzindo um instituto de pesquisa da era Stalin.
O experimento foi centrado na vida do físico e Prêmio Nobel Lev Landau e teve a participação de centenas de pessoas, que viveram por anos voluntariamente numa espécie de realidade paralela imitando um regime totalitarista. O evento de Berlim deve fazer parte de um ciclo, começando sob o slogan “liberdade” na capital alemã e incluindo etapas que serão mostradas em Paris e Londres, com os motes “igualdade” e “fraternidade”, respectivamente.
“Ditadura não é brincadeira”
Alguns não acham a ideia boa, argumentando que ditadura não é assunto para se brincar, como alega uma política berlinense do Partido Verde. Outros estão preocupados com as proporções do evento, que deve fechar algumas ruas do centro da cidade. Mas a administração local está animada com a ideia e o prefeito de Berlim acredita que o experimento poderá contribuir para trazer mais turistas à cidade.
Essa controvérsia lembra a discussão causada pelo projeto do artista Christo, que em 1995 embrulhou o prédio do Parlamento alemão em 100 mil metros quadrados de tecido durante duas semanas. Ele precisou de mais de 20 anos para conseguir a permissão para a obra.
Já esse projeto do Muro deve conseguir todas as autorizações mais rapidamente. Mas o processo, que está em andamento, parece não ser simples. As autorizações envolvem diversos departamentos municipais, que deliberam sobre questões como segurança, infraestrutura, proteção contra acidentes e incêndios. Os órgãos públicos estão preocupados também em buscar soluções para os transtornos que serão causados para quem vive e tem negócios na região que ficará cercada por um muro durante um mês, apesar do anúncio de que quem trabalha ou mora na área receberá um passe de livre circulação.
Fonte: http://g1.globo.com/dynamo/pop-arte/rss2.xml

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Marcos Morrone

Nascido em São Paulo Capital: Fotógrafo Profissional e Produtor Musical. CEO do Grupo Morrone Comunicações Ltda.

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