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Grupo Palimpsesto lota Teatro da UMC em São Paulo

Formado por músicos brasileiros e chilenos, o grupo Palimpsesto apresentou uma das principais obras da história da música popular chilena.

Formado por músicos brasileiros e também chilenos, o grupo Palimpsesto apresentou uma das principais obras da história da música popular chilena.

Mesmo para os brasileiros foi difícil não se emocionar com o concerto Cantata de Santa María de Iquique .

O espetáculo,  que conta a história do massacre na Escuela Domingo Santa María de Iquique,  em 1907,  no Chile,  foi apresentado pela primeira vez no Brasil, no último dia 7.

Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti
Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti

O clássico repertório também acaba de completar 50 anos.

Assim como o grupo musical, o público misto de chilenos e brasileiros se emocionou com a apresentação.

De acordo com o Cônsul Honorário do Chile em Campinas, Luis Fernando del Valle, é muito importante que haja grupos como o Palimpsesto que mantém viva a cultura da música folclórica chilena e latina americana em geral.

“O concerto foi fantástico, fora de série,  por lembrar da história e área cultural do Chile. A Cantata de Santa María de Iquique foi apresentada pela primeira vez no Brasil e é  um marco cultural  para a comunidade chilena”, salientou.

Segundo Luis Fernando, hoje a representatividade chilena no Brasil é grande. Por exemplo, só para se ter uma ideia, de  36 a 40 mil chilenos vivem no Brasil.

De certo, é o caso da administradora de empresas Margarita Del Pilar, que mora no bairro Vila Sônia, em São Paulo.

“Como chilena, estou totalmente envaidecida primeiramente por ver um pouco de nossa história. É  um tema muito atual , portanto como se não tivessem se passado tantos anos. A qualidade musical do grupo é acima da curva, eles conseguem te transportar, também foram felizes na temática e na condução do espetáculo. Além disso, estão levando essa história para quem não a conhece”, salientou Margarita.

 Outro ponto alto da apresentação foi o vídeo exibido no fundo do palco com ilustrações também  inspiradas na história da Cantata de Santa María de Iquique.

As ilustrações inéditas foram criadas pela artista plástica Fernanda Rodante.

Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti
Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti

Exposição de bordados em Juta:  Arpilleras

Na entrada do Teatro, o público também conferiu uma exposição que reúne a arte de bordar em juta.

Antes de mais nada, as obras foram realizadas por dez mulheres chilenas que residem em São Paulo.

Exposição de bordados em Juta. Foto Alini Benzatti
Exposição de bordados em Juta. Foto Alini Benzatti

De acordo com a senhora Fontes Gonzales, o nome do projeto “El Derecho de Vivir En Paz”. Inclusive faz alusão a uma composição de um músico chileno chamado Victor Jara.

“ Essa é uma arte tradicional chilena e também  tem o cunho religioso ou social. Nossos grupos mantém essa tradição e já realizamos outras obras, como por exemplo, uma homenagem a obra musical de Violeta Parra”, explicou.

Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti
Concerto foi apresentado pela primeira vez no Brasil. Foto Alini Benzatti

Sobre o Grupo Palimpsesto:

Formado em 2007, o grupo Palimpsesto trabalha repertório abrangente, sempre interpretado com os típicos instrumentos andinos como, por exemplo: quena, zampoña, charango, cuatro, e também tiple .

Desde 2009, o grupo Palimpsesto é requisitado por diversos maestros para apresentar a obra La Misa Criolla, de Ariel Ramirez. Entre eles, maestros Martinho Lutero, Hermes Coelho, Cláudia de Queiroz, Ricardo Barbosa, e Sérgio Wernec.

Em 2018, o grupo, junto com o coro Cantosospeso, regido pelo maestro Martinho Lutero, fez turnê pela Itália, apresentando a obra Misa Criolla.

Em 2017, em comemoração ao centenário de nascimento da compositora chilena Violeta Parra, o Grupo Palimpsesto interpretou inclusive suas principais canções, contando um pouco de sua trajetória artística.

No Brasil, o grupo já se apresentou em importantes espaços culturais e em duas edições da Virada Cultural Paulista.

Além disso, também gravou o álbum “ A Vida Total” (1989).

O grupo é formado, portanto, por:  Cid Battiato (Voz, quena e direção musical), Miguel Lobos (Voz, Charango e violão), Salvador de la Fuente (Voz e Quena), Nano Ordenes (Voz e Violão) e também André Sanches (voz e contrabaixo acústico)

Participam deste espetáculo os convidados Agustin Arias (Voz e violão), Mauro Andres (Bombo Leguero), Fabio Pellegatti (Voz e Cello) e também Daniel Giffoni (Voz e relato).

SERVIÇO:

Ouça: https://drive.google.com/file/d/1OHyQt44lQf1PdFMDedamZ9MkdB0AFK7I/view

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Cristina Aguilera

Cristina Aguilera é jornalista com pós graduação em Mídias na Educação pela Universidade de São Paulo (USP) . Foi repórter de tv, rádio, revista, assinou colunas de Turismo e Moda. É co autora do livro “ A educação contada pela imprensa” junto com Cesar Callegari. Adora moda, turismo, educação, literatura, designer e cultura.

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