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ENTRETENIMENTO

'Sweetener', de Ariana Grande, é o melhor (e mais esquisito) álbum da carreira da cantora; G1 ouviu

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Foi com esse adjetivo que ela definiu seu quarto disco, lançado nesta sexta-feira (17). Veja faixa a faixa e ouça as músicas do 1º trabalho da cantora após a tragédia em Manchester. Capa do álbum ‘Sweetener’ de Ariana Grande
Divulgação
O quarto álbum de Ariana Grande foi feito na tentativa de ser “o mais estranho” da carreira da cantora americana de 25 anos. A expressão foi usada por ela ao definir “Sweetener”, lançado nesta sexta-feira (17).
Primeiro disco de Ariana após a tragédia em Manchester, o álbum não tem menções diretas à explosão que matou 22 pessoas.
Com mais diversidade musical do que em seus anteriores, Ariana lança o melhor disco de sua carreira com participações de Nicki Minaj, Missy Elliott e Pharrell Williams (também coautor em seis músicas).
Veja o faixa a faixa de ‘Sweetener’, de Ariana Grande:
‘Raindrops (an angel cried)’
“Um anjo chorou”, canta ela. E fãs podem chorar também. São 38 segundos de faixa a capella, mostrando os inegáveis dotes vocais de Ariana. Talento em dose homeopática no trecho de cover da música do The Four Seasons.
‘Blazed’
Suinguinho adolescente típico de Pharrell, dos hits “Happy” e “Shape of You”. Mais discreto, o produtor dá um toque de Mariah Carey mirim em R&B de rádio com batidinhas leves. Nada a ver com o histronismo de outras faixas farofas de Pharrell (tente repetir esse trava-língua).
‘The light is coming’
A convidada é Nicki Minaj, também com disco recém-lançado. Mais poluída do que a anterior, tem samples que te deixam com a impressão de que você deixou uma janela aberta com algum discurso político rolando no YouTube: no caso, é um sample de um cara gritando para um senador “Você não deixa os outros falarem”. Colagem hip hop bem feitinha, mas pouco grudenta.
‘R.E.M’
Hora da Ariana romântica. Para falar de uma relação dividida entre amor real x platônico, ela manda até um rapzinho. Mas é cantando de modo doce, quase sussurrado, e brincando com sons de “shhhh” que entrega a melhor música do começo de álbum. “Moço, você é um sonho para mim”, derrete-se.
‘God is a woman’
Aoa falar de empoderamento, o segundo single não tem a mesma suavidade deste início. O arranjo poderoso é perfeito para Ariana estender todas as síbalas que quiser. Ela acelera ao falar as frases da letra, mas no geral faz uma performance com exagero que não enerva. Tem ainda participação surpresa de Madonna interpretando a Deusa do título.
‘Sweetener’
A faixa-título começa meio canto natalino e passa a ser um hip hop arrastado quase trap. Fica no meio do caminho entre “How Deep is Your Love” (a do Bee Gees) e “How Deep is Your Love” (a do Calvin Harris). Ou seja, excelente.
‘Successful’
É a primeira com um refrão que fica na cabeça, em um pop safadinho (com a mão de Pharrell) de letra levemente irônica. Ela diz que fez uma concessãozinha ou outra para ser famosa sim e, se tivesse no seu lugar, faria isso também. “Sim, eu me sinto bem por ser nova / E eu me divirto e tenho sucesso / Sim, eu sou um sucesso”.
‘Everytime’
Um pouco mais sorturna do que o resto do álbum, talvez por falar de suas crises de ansiedade. Parece perigosamente com a produção mais recente de Katy Perry e sua vigente “micão tour”.
‘Breathin’
É EDM que você quer? Aos que tinham saudade da Ariana mais eletrônica, menos difícil, esta é a mais indicada. Tem bateria eletrônica anos 80, letra de superação meio batida e o arranjo mais genérico de “Sweetener”.
‘No tears left to cry’
O primeiro single do álbum mostra que dá para misturar música eletrônica óbvia, R&B e letra minimamente bem sacada.
‘Boderline’
A terceira e última parceria do disco vem com Missy Elliott, rapper de 47 anos. É perfeita para quem se entusiasma com Bruno Mars e sua tentativa de botar arranjos anos 90 no topo das paradas, tipo “Finesse”.
‘Better off’
Balada açucada com jeitão de pop R&B (de novo) dos anos 90. Há quem goste. Fãs especularam que a letra é sobre a relação tóxica entre Ariana e seu ex, o rapper Mac Miller.
‘Good night and go’
Após os dois momentos noventistas, Ariana volta a fazer pop com mais cara de anos 2010. Rola uma salada de arranjos: partes só teclado e voz, refrão com looping meio “Purpose” do Justin Bieber e o maior falsete do disco. É uma versão da música da britânica Imogen Heap.
‘Pete Davinson’
Vinhetinha para o noivo, o humorista do “Saturday Night Live”.
‘Get well soon’
A despedida (de novo sobre ansiedade) tem piano, estalar de dedos e várias Ariana cantando e fazendo sons vocais. É uma espécie de música currículo no estilo “tenho talento, olha o que sei fazer”.
Ariana Grande
Reprodução/Instagram
Fonte: http://g1.globo.com/dynamo/pop-arte/rss2.xml

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Marcos Morrone

Nascido em São Paulo Capital: Fotógrafo Profissional e Produtor Musical. CEO do Grupo Morrone Comunicações Ltda.

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