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ENTRETENIMENTO

Virgulóides, de 'Bagulho no Bumba', misturou samba com rock e fez sucesso na cola do Mamonas Assassinas

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Juntando rock, samba, arranjos simples e letras mais simples ainda, banda paulista lançou um sucesso e três discos. Ex-guitarrista Marcello Fumaça morreu no domingo (19). A banda Virgulóides
Divulgação
“É, É, É… Eu acho que o bagulho é de quem tá de pé”.
Com esse refrão sobre as dúvidas a respeito de um cigarro de maconha achado em um ônibus, o Virgulóides fez de “Bagulho no Bumba” o rock mais tocado em rádios no Brasil em 1997.
Ficou na 33ª posição geral no ano, na frente de concorrentes como Skank, Planet Hemp e Chico Science & Nação Zumbi, também bem cotados.
A banda, cujo ex-guitarrista Marcello Fumaça morreu no domingo (19), lançou três discos e durou até 2001, mesmo ano em que tocou no Rock in Rio.
A banda, cujo ex-guitarrista Marcello Fumaça morreu no domingo (19), lançou três discos e durou até 2001, mesmo ano em que tocou no Rock in Rio.
Juntando rock, samba, arranjos simples e letras mais simples ainda, o grupo paulista ganhou o Prêmio Multishow de Artista Revelação em 1997.
O primeiro a apostar na banda foi o produtor Carlos Eduardo Miranda, morto em março deste ano. Ele quem produziu a estreia da banda em disco.
Por isso, era comum associar o som escrachado do Virgulóides ao que fazia o Raimundos, também produzido por Miranda.
Mas o Virgulóides também ganhou espaço por estar em uma leva de bandas feitas sob encomenda para órfãos dos Mamonas Assassinas, mortos em março de 1996, um ano antes do estouro de “Bagulho no Bumba”.
Em busca de um novo Mamonas
A partir da morte do grupo, as gravadoras se apressaram a encontrar quem estivesse apto a misturar rock e letras engraçadinhas.
Foi assim que surgiram nomes esquecíveis como Bráulio e seus Pentelhos, Os Beirada de Pizza e Fincabaute (dentre essas a de maior sucesso, graças ao quase hit “Coisa de Maluco”).
Letras escrachadas eram padrão
As letras eram todas meio mambembes, pareciam ter saído de um guardanapo de boteco. Em “Festa da Dona Teta”, o single pós-fama, eles falavam de uma balada decepcionante.
Ela tinha “um puta cheiro de macho: uns tavam só no pó e outros estavam no mato queimado”. E mulher? “Não tinha loira, não tinha morena e não tinha. E concluíam: “Só tinha cueca, não tinha uma ceta”.
Quem, hoje, reclama das letras do funk/sertanejo e clama pela volta do rock não deve se lembrar de versos como esse, possivelmente.
Momento menos engraçadinho
Mais sério, o segundo álbum “Só Pra Quem Tem Dinheiro” foi produzido por Liminha, ex-Mutantes já visto nos estúdios de Titãs, Paralamas, Lulu Santos, Kid Abelha, Ultraje e muitos outros. “Cê tá com medo”, por exemplo, era mais pesada e revoltada.
De volta às origens, o terceiro disco “As Aventuras dos Virgulóides” trouxe “Chevette Velho”, de novo unindo transporte e batida policial. “Descolei uma mina / Pra transar lá na represa / Mas sujou com a polícia / Naquele velho / Mão pra cabeça”, narrava o vocalista Henrique Lima.
Mas nenhuma história fez o sucesso de “Bagulho no Bumba”.
Marcello Cassettari, ex-integrante da banda Virgulóides, morreu após sofrer um acidente doméstico
Arquivo Pessoal
Fonte: http://g1.globo.com/dynamo/pop-arte/rss2.xml

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Marcos Morrone

Nascido em São Paulo Capital: Fotógrafo Profissional e Produtor Musical. CEO do Grupo Morrone Comunicações Ltda.

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